17/12/2020

Batismo do Senhor

Depois do domingo da Epifania, encerrando o ciclo natalino, comemoramos a Festa do Batismo do Senhor.

Apesar de não ter mancha alguma para purificar, Jesus se apresentou junto aos pecadores diante do rio Jordão para receber o Batismo de São João Batista. Uma das virtudes que mais brilham em Jesus é a da humildade, e dessa vez não foi diferente.

João Batista, a voz que clama no deserto, era primo de Jesus, o batismo por ele realizado não é batismo como hoje conhecemos, ainda não se tratava do sacramento do batismo, como João mesmo diz:  “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo” (Lucas 3,16). O batismo de João era um batismo de conversão e penitência.

Sendo assim, Jesus não tinha motivos para buscar o batismo. Porque buscar a purificação, a conversão e penitência se Ele é Deus? A resposta é simples, o Senhor quis nos dar o exemplo e nos preparar para o sacramento do batismo. Ele, que não tinha pecado, assume os nossos pecados, Ele que não possuía impureza, quis redimir o nosso próprio coração impuro.

Antes de subir ao Céu, após a ressurreição, o Senhor deu uma ordem aos seus discípulos: “Todo poder me foi dado no céu e na terra, dirá o Senhor; ide, pois, ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (Mt 28, 18-19). Com o passar do tempo, a Igreja então instituiu em fim o sacramento do batismo e través dele, os fiéis passaram a receber a fé e a graça de Deus, por isso, o dia do nosso batismo é o dia mais importante das nossas vidas pois e nesse dia que vivemos uma espécie de regeneração, onde morremos para o pecado e nascemos de novo para a vida eterna.

Há quem acredite que o batismo das crianças é uma espécie de atentado contra a sua liberdade, mas isso não é verdade. A Igreja defende o batismo dos pequenos pois sabe que as crianças também possuem direito a essa graça especial. Além do mais, Jesus mesmo disse: “Dei­xai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos Céus é para aqueles que se lhes assemelham”. (Mateus 19,14)